Crise

Nesses mais de vinte anos como advogado, tenho analisado os casos em que atuei como em todas as áreas. Como tenho boa memória (falo isso sem nenhuma falsa modéstia), nesses casos, muitas das vezes, tive que atuar não apenas como advogado, mas como psicólogo, bombeiro, religioso, ancião e até julgador.

Por conta disso, os problemas que enfrentei, me ajudaram a aprimorar meu conhecimento, pois para realizar um bom trabalho, tive de ler e estudar sobre como agir em caso tais, e essas leituras, nada tinham a ver com leis, doutrinas jurídicas ou jurisprudência. Isso me proporcionou até uma mudança de comportamento e de hábitos. Não tenho uma estatística exata, mas acredito, que apenas cinco ou no máximo dez por cento das pessoas que vão a um escritório de advocacia para falar com advogado, não estão a procura de sair de um problema ou de criar um problema. Sim, pois quando você é processado quer sair de um problema, quando você quer processar, vai arrumar para alguém um problema. Embora num escritório de advocacia desague uma multiplicidade de problemas, vou me ater a algumas que afetam diretamente todos os seres humanos.

Um dos maiores problemas que uma unidade familiar ou uma pessoa enfrenta sem duvida, é a CRISE FINANCEIRA. Essa arrasa. A crise financeira desiquilibra o cotidiano da família, influi no trato entre os integrantes da prole, transforma o humor das pessoas, e não tenha duvida, afeta até a virilidade, seja de homem ou de mulher. Os economistas quando entrevistados, a meu ver, ao invés de ajudar, colocam ainda mais desespero aos que se encontrem em crise. Os autodidatas quando em crise, começam sempre os cortes do lado errado, pois quase sempre, cortam a escola particular dos filhos, ou se não possui filhos e estudam trancam a faculdade e cortam o plano de saúde. Isso sem duvida a meu ver não é o melhor caminho, pois educação é investimento, e na crise, é onde a pessoa mais poderá precisar de um médico ou de um exame. E dai, contar com o SUS, é como abrir o mar outra vez não para correr de faraó mas da morte. Na crise financeira, sempre vi dar certo quem tiver Cautela, Equilíbrio, Humildade, Paciência. O que agir assim, vai encontrar uma maneira através do trabalho, ou da criação de uma nova fonte de renda e com isso minimizar e até vencer a crise. Mas acima de tudo e ao lado de uma mudança de comportamento, é preciso orar e rezar muito. Na crise financeira a primeira coisa a fazer é ter consciência dela, dimensionar seu tamanho, e enquadrar uma formula de trabalho e equilíbrio financeiro aliado à cautela, sem fugir da situação, que certamente vencerá.

Nessas horas, meu conselho é quase sempre o mesmo: “cuide primeiro da sua casa, da sua família e depois da crise”. Com isso quero dizer, valorize sua dispensa (alimentação), se una a sua família, e juntos enfrentem a crise.

Uma outra crise que lidei e tenho lidado muito é com CRISE CONJUGAL. Essa é bem mais difícil que a crise financeira, e, quando é consequência de crise financeira, dai então é muito complicado pois advogado não faz cirurgia. Na crise conjugal, seja por qual motivo for, os dois sempre estão com a razão. Nenhum se dá ao direito de se afastar do seu eu e olhar a questão do lado de fora da crise. O diálogo quase sempre vira acusação e cobrança. Tem situação na crise conjugal que não tem volta, como por exemplo, descobrir que foi traído ou traída. Se já foi, isso não tem mais como reverter, para mim, quando deparo com uma situação assim costumo dizer que: “um caso sem solução já está solucionado”, quero dizer com isso que se a traição já ocorreu como consertar?.

Em situações assim, mais prudente é ter Temperança, Fraternidade, Capacidade de Perdoar, Refletir muito e ORAR E REZAR. Agir no impulso, tomar atitude imediata, gritar, agredir, dar testemunho na assembleia da igreja ou cometer qualquer outro ato impensado, certamente provocará muito maior prejuízo que a situação que levou à crise. Sempre aconselho a pratica de muita reflexão, silencio e oração.

Já outra crise semelhante a essa é a CRISE FAMILIAR. Essa muitas vezes provocada por vícios de um dos cônjuges ou pior de descaminho de algum filho ou filha. Meu Deus! Essa é a pior de todas. Pois essa para superação exige muito Amor, Compreensão, Diálogo e Oração. Uma crise provocada por vícios ou descaminhos, os membros da família precisam realmente ter muita fé é apego com DEUS pois, é o único que ajuda sem fazer comentário.

Existem outras crises e uma hora escrevo sobre elas. Mas das três crises acima, quero dizer que a pior é quando uma família é pega pelo vicio da droga, pois a droga leva a todos os males, da prostituição ao roubo. Quando estiver na crise, se una na sua unidade familiar. Não fale dela com as pessoas. Pare, pense, reflita, busque aconselhamento com quem realmente pode ajudar e, acima de tudo, peça orientação da DEUS.

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